Os ensaios clínicos, realizados no âmbito de uma colaboração entre os médicos, doentes e os profissionais da Indústria, e com o objetivo de investigar novos métodos clínicos ou novos medicamentos de prevenção e tratamento de doenças, estão em constante evolução.
Na maioria dos casos, são também parceiros desta atividade, os laboratórios farmacêuticos que asseguram a eficácia dos novos medicamentos no âmbito dos ensaios clínicos antes de estes obterem a autorização para a introdução no mercado de esses medicamentos. Os resultados produzidos revelam o grau de eficácia do medicamento, e divulgam qual o medicamento mais adequado para os doentes e qual a dose que permite obter os melhores efeitos. Com a finalidade de que os resultados obtidos sejam representativos, é muito importante que um número muito elevado de doentes participe no ensaio.
A procura de profissionais especializados em atividades relacionadas com a investigação clínica continua a crescer neste setor, pelos laboratórios farmacêuticos como as CROs (Contract Research Organization). A especialização é mais imprescindível do que nunca, por isso o programa de “Master em Monitorização de Ensaios Clínicos e Medical Affairs” do CESIF estrutura-se de modo a que permita a aquisição dos conhecimentos necessários para uma rápida incorporação em posições com grande potencial de desenvolvimento profissional, em atividades tais como: investigação clínica, monitorização de ensaios clínicos, garantia de qualidade, farmacovigilância, Market Access, etc.
Assim, o “Master em Monitorização de Ensaios Clínicos e Medical Affairs” II Edição em Lisboa, tem como objetivos: obter os conhecimentos necessários nas diferentes áreas de atividade da Indústria Farmacêutica; aquisição de competências e desenvolver aptidões profissionais; e a aquisição de uma experiência prática e profissional em laboratórios farmacêuticos e CRO’s .
Nos últimos anos, o investimento efetuado pelas empresas farmacêuticas em Portugal na área de ensaios clínicos atingiu o valor de 36 milhões de euros. Estes dados contribuíram adicionalmente para uma poupança da despesa pública em medicamentos e meios complementares de diagnóstico no valor 3,5 milhões de euros. Segundo um estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), a análise dos dados de emprego revelou ainda a existência de mais de 1000 postos de trabalho dedicados na área de ensaios clínicos.

